Sofia

Segundo Aristóteles, a sabedoria (sophia) é o grau mais alto da ciência filosófica, que nada tem a ver com os valores propriamente dos humanos, mas antes tem por objecto aquilo que é o necessário e que não pode ser modificado pelo Homem. Em função do necessário, a única atitude possível por parte do Homem é a combinação entre a ciência e a inteligência no sentido da análise da realidade, e da contemplação (teoria).

Aquilo a que Aristóteles chama de “necessário” é a realidade entendida como reflexo de uma ordem universal, isto é, ele parte do princípio de que uma ordem universal é necessária para que a realidade possa existir tal qual o cientista (ou o filósofo) a observa e analisa. Portanto, Aristóteles parte da análise (teoria) da realidade para formular conceitos que devem estar de acordo com leis que, por sua vez, devem estar em conformidade com uma necessidade universal.

Portanto, segundo Aristóteles, a própria realidade (total ou parcelar) é transformada no sujeito de qualquer teoria, e esta perspectiva analítica foi seguida pela filosofia e pela ciência até aos nossos dias.

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