Logos

O termo Logos significa discurso ou razão. Se o orador pretende que a sua mensagem passe, tem de se preocupar com o que vai dizer e com o modo como o vai dizer. Tem de se apoiar em argumentos / razõesque fundamentem a tese que está a defender, de forma a persuadir o auditório.

Há pelo menos dois tipos de argumentos / razões que podem ser apresentados: argumentos indutivos (com base em casos particulares) e argumentos dedutivos, (entinemas), como diz Aristóteles. Os entinemas constituem o cerne do método retórico de Aristóteles.

O objectivo, em ambos os casos, é apresentar razões plausíveis ou verosímeis, que provoquem assentimento não pelo facto de serem indiscutivelmente demonstrativas ou verdadeiras, mas por serem aceites como mais ou menos prováveis.

editado por Alda Martins —- para desambiguação clique em debater no menu em rodapé


Aditamento por (OBraga)

O termo logos aparece pela primeira vez em Heraclito e foram propostas cerca de quinze traduções para o seu uso. Com o desenvolvimento da filosofia grega, rapidamente se reduziram à ideia etimológica e de uma palavra transmitindo de maneira adequada a razão interna daquele que fala, como também a razão externa inscrita na “ordem das coisas”.

Consequentemente, o logos torna-se equivalente de “razão especulativa” e até criadora para os estóicos, pois serve no Cristianismo para designar a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, antes e depois da encarnação de Jesus Cristo : o logos é o “Verbo” do Evangelho de S. João.

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