Indução

Chama-se indução ao argumento em que, se as premissas forem verdadeiras, isto é, tiverem valor lógico de verdade, a conclusão não é necessariamente verdadeira, mas apenas provavelmente verdadeira.

Exemplo:

«O calor dilata o ferro. O calor dilata o cobre. O calor dilata o estanho. O ferro, o cobre e o estanho são metais. Logo, todos os metais dilatam sob a acção do calor.»

O facto de se aceitar que: o calor dilata o ferro, o estanho e o cobre. E que o ferro, o estanho e o cobre sejam metais, não implica que seja verdade que «Todos os metais dilatam sob a acção do calor», a verdade desta afirmação é uma probabilidade ou possibilidade.

Editado por Alda Martins


Aditamento por (OBraga)

  • Do latim inductio, acção de conduzir.
  • Em lógica, é o modo de raciocínio, ou silogismo, que consiste em afirmar de uma classe o que foi (previamente) estabelecido — ou convencionado — para cada elemento dessa classe.
  • As conclusões de um raciocínio indutivo não são logicamente necessárias. A indução opõe-se nisso à dedução2.
  • Na sequência de David Hume, filósofos como por exemplo Karl Popper insistiram no “círculo vicioso” da indução evocando, por exemplo, o princípio da regularidade dos fenómenos naturais, que é em si mesmo um princípio geral3 que, portanto, não pode ter sido estabelecido indutivamente. Karl Popper tira daqui o argumento para recusar à ciência fundar-se na indução.
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