Falácia Naturalista

Falácia Naturalista

  • O conceito de “falácia naturalista” foi criando pelo inglês George Edward Moore ao demonstrar que a afirmação de que apenas a felicidade ou o prazer são bons, implica que saibamos previamente o que é o “bom”, e independentemente do prazer e da felicidade — porque, de contrário, raciocinamos em círculo e somos vítimas do que ele chamou de “falácia naturalista”, na medida em que a ideia de “bom” é indefinível — não é possível definir o “bom” — porque o “bom” é inefável e intuitivo.

¿Como se pode definir o “bom”?

  • Com o seu contrário, “mau”, constitui o único objecto de pensamento simples que é próprio da ética. O objectivo da ética é apresentar razões válidas para pensarmos que tal ou tal objecto é bom; e enquanto não soubermos definir o “bom”, não poderemos alcançar estas razões.
  • Ora, é impossível definir o “bom”: o “bom” é bom e somos incapazes de dizer mais. As proposições acerca do “bom” são proposições sintéticas, e não proposições analíticas (Kant). Não podemos identificar a "bondade" com o prazer nem com o objecto do desejo. O conteúdo do conceito de “bondade” é indefinível.

George Edward Moore foi aluno de Henry Sidgwick que tinha já minado a ética utilitarista ao demonstrar a impossibilidade de decidir – de um ponto de vista lógico – entre a satisfação de um interesse egoísta, por um lado, e a felicidade do maior número1, por outro lado.

Na sequência da “dúvida lógica” de Sidgwick, Moore mostrou que a afirmação de que apenas a felicidade ou o prazer são bons, implica que saibamos "o que é bom" e independentemente do prazer e da felicidade – porque, de contrário, raciocinamos em círculo e somos vítimas da “falácia naturalista”.



Editado por (OBraga)

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