Entroikamento

Com uma taxa de juro de financiamento da dívida na casa dos 5%, para que fosse possível pagar a dívida e os juros acumulados, seria necessário que a macro-economia portuguesa crescesse, no mínimo, na ordem dos 3% por ano. Ora, estando Portugal na zona Euro, esta taxa de crescimento é impossível.

Uma “solução” para o problema o crescimento da economia, que é defendida pela Troika, é cilindrar os salários em Portugal, na esperança que Portugal possa competir, em uma lógica de salários baixos, com a Roménia, por exemplo, ou com Marrocos, ou com a Bulgária, etc.. Mas tanto a Roménia como Marrocos estão fora do Euro. Ou seja, o que a Troika pretende é que Portugal, estando no Euro e não podendo ter uma política monetária, entre em competição com economias de baixos salários que não estão no Euro e que, por isso, podem ter uma política monetária. Nestas condições (dentro do Euro), é claro que Portugal não tem a mínima hipótese de competir com essas economias. Nenhuma.

Vamos chamar a esta solução da Troika de “Entroikamento”.

Ver também: sinificação; Cavaco Silva: “quem vier atrás que apague as luzes e feche a porta”

Editado por (OBraga)

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