Entinema (do grego enthynema), «o que já reside na mente» - designa um argumento silogístico que é incompleto, ficando parte subentendida. Suprime-se uma das premissas ou, inclusivamente, a conclusão, por se considerar que estas são do conhecimento comum ou porque não interessa expô-las. O entinema é um silogismo perfeito na mente, mas imperfeito na expressão.
Exemplo:
O Marco tem formação universitária, porque é médico.
Constata-se que há uma premissa suprimida: «Todos os médicos têm formação universitária».
Na sua forma canónica este argumento pode ser representado da seguinte maneira:
Todos os médicos têm formação universitária
O Marco é médico
Logo, O Marco tem formação universitária
No contexto da Retórica, o entinema é fundamental porque imprime ao discurso agilidade expositiva.
editado por Alda Martins —- para desambiguação clique em debater no menu em rodapé
Aditamento por (OBraga)
- Termo da filosofia aristotélica que designava originalmente um silogismo baseado em meras semelhanças. Aristóteles condenava o Entinema porque o considerava como um raciocínio puramente retórico.
- Mais tarde, na escolástica da Idade Média, o Entinema foi aplicado a um silogismo com uma premissa subentendida.
- Com o modernismo, o Entinema também foi favoravelmente acolhido pelos modernos que rejeitam os silogismos totalmente explícitos das obras escolásticas da Idade Média. Por exemplo, alguns modernos dizem, sem razão, que o Cogito de Descartes era um Entinema, quando na verdade se trata não de um raciocínio “imperfeito”, mas antes de uma intuição imediata e posta “em forma”.





