Condicionantes da acção humana

Se seguirmos o raciocínio dos defensores do compatibilismo (ver livre-arbítrio vs determinismo ) concluímos que a liberdade humana não é absoluta. A acção humana confronta-se com condicionantes de várias ordens, a saber: físico-biológicas, psicológicas e histórico-culturais.

Condicionantes fisíco-biológicas podem ser vistas sob dois níveis distintos, no entanto, interdependentes.

  • Condicionantes físico-biológicas da espécie, quando consideramos as características que partilhamos com os indivíduos da nossa espécie, enquanto seres humanos. Exemplo de limitações são os que decorrem da constituição fisiológica e da anatomia do nosso corpo, como, por exemplo: incapacidade de suportar temperaturas ou pressões atmosféricas extremas; impossibilidade de voar ou respirar debaixo de água.
  • Condicionantes fisíco-biológicas individuais,quando atendemos às características físicas e biológicas de um indivíduo ou de um grupo de indivíduos. Exemplos deste tipo de limitações são os que se relacionam com a estrutura única do nosso património genético individual: doenças hereditárias ou congénitas.
  • Condicionantes histórico-culturais: a época histórica e o meio sócio-cultural influenciam o nosso modo de ser, pensar e agir.

Apesar das condicionantes o homem possui sempre alguma margem de liberdade para agir. As suas decisões implicam escolhas entre uma pluralidade de opções possíveis.

Podemos referir o exemplo de Borge Ousland — Explorador, escritor e fotógrafo norueguês. Tornou-se o primeiro homem a atravessar sozinho e sem ajuda externa a Antártida em 1977.

editado por Alda Martins —- para desambiguação clique em debater no menu em rodapé


Aditamento por (OBraga)

Se olharmos para o nosso passado e reflectirmos sobre ele, parece-nos que existiu um determinismo na nossa acção na medida em que esse passado não pode ser mudado; mas se olharmos exclusivamente para o nosso presente e para o que queremos fazer a partir de agora, verificamos que de facto somos providos de livre-arbítrio (liberdade). O ser humano não está totalmente submetido ao determinismo das leis da natureza; e por isso é que as ciências sociais falham invariavelmente.

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