Bioética

Bioética

  • Do grego bios, “vida”, e ethos, “costumes”, “hábito”

No sentido lato, bioética designa o conjunto de interrogações, investigações e debates suscitados depois da década de 1960 pelos progressos das técnicas biomédicas.

No sentido restrito, é o estudo dos problemas éticos colocados perante as intervenções da medicina.

¿Será moralmente aceitável guardar embriões humanos, congelá-los e manipulá-los como coisas? ¿Será possível, para fins científicos ou da medicina, fabricar geneticamente quimeras (seres vivos meio-homens, meio-animais) ou clones? Estes são alguns dos terríveis problemas que as comissões de ética têm que enfrentar actualmente.

As respostas dos especialistas dependem muito das suas orientações filosofias: para alguns, a pesquisa de compromissos práticos tende a ultrapassar a reflexão teórica sobre problemas por eles considerados indecifráveis. ¿O embrião é uma pessoa? ¿Tem a vida um valor incondicional? Para outros, pelo contrário, a interrogação sobre os fins e os meios, mesmo quando releva de oposições intransponíveis sobre diferentes sensibilidades, deve manter-se preponderante.

Segundo vários convénios internacionais, a bioética rege-se por três grandes princípios:

  1. O princípio do respeito pela pessoa: a dignidade da pessoa reside na sua autonomia moral e na sua liberdade.
  2. Princípio da benfeitoria ou princípio utilitário: evitar prejudicar e fazer o bem o mais possível.
  3. Princípio da justiça: os seres humanos são iguais em dignidade e devem ser tratados de maneira equitativa — donde a regra da equidade (não exploração de populações vulneráveis).

Editado por (OBraga)

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