Etimologia
Do grego anemos, que significa "ar", "sopro", "vida", "alma" (princípio vital) e animus, "espírito", "alma" (sede do pensamento).
Biologia
Princípio de vida, crescimento e movimento; princípio organizador do que está vivo.
Psicologia
Princípio ou órgão de pensamento.
Religião
Princípio espiritual, imaterial e eterno do Homem e, em certas religiões, de todos os seres vivos.
- Termo oriundo da cultura antropológica designando o princípio individual da vida humana.
A alma aparece primeiro como princípio de organização do ser vivo. Material – por exemplo desde a Antiguidade em Demócrito e em Empédocles, nos epicuristas e nos estóicos – ou imaterial (nos pitagóricos e nos platónicos, e depois na tradição clássica dominante), a noção de alma é procurada para explicar a complexidade da vida e articular as diversas funções vitais.
Nessa qualidade, Aristóteles1 estuda as suas diferentes manifestações na totalidade dos corpos animados em função de uma complexidade crescente e hierarquizada do universo dos seres vivos, indissociável destes, e exerce funções diversas, elas próprias hierarquizadas:
- função nutritiva, presente em todos os seres vivos e remetendo para a alma simples dos vegetais, assegurando o crescimento e a reprodução;
- função sensitiva aparecendo com os animais inferiores;
- função motriz, que se junta às duas anteriores nos animais superiores;
- a função “intelectiva” (deliberativa, isto é, especulativa) no Homem.
É esta última função, aparecendo no topo da hierarquia do ser vivo, que quando é privilegiada conduz ao sentido exclusivamente espiritual ou metafísico de alma.
A alma aristotélica, princípio de pensamento, privilégio e essência do Homem, dá acesso à liberdade e à moral.
A alma é, essencialmente a partir de Plotino e dos neoplatónicos, concebida como totalmente imaterial, separável do corpo, e pode assim (em numerosas doutrinas) ser considerada como imortal e eterna conforme, por exemplo, o Fédon de Platão que argumenta com o parentesco entre “alma sabedora” e as ideias eternas, para apresentar a imortalidade da alma como um “belo risco a correr”.
Numa perspectiva religiosa, a alma é apresentada como um dom de Deus, assegurando o privilégio do Homem face ao resto da Criação.
O materialismo moderno nega a alma; a biologia procura desvalorizar o conceito de alma.
Editado por (OBraga)





